LC Intercâmbio
Vista do porto de Sydney com a Opera House e a Harbour Bridge em dia claro
Blog/Vistos & imigração·🇦🇺Austrália

Levar família no visto de estudante Austrália 2026: regras

A regra apertou e nem todo estudante pode levar a família junto. Veja quem ainda consegue e quanto custa.

LC Education and Migration
LC Education and Migration
Equipe LC
·30 de agosto de 2026 6 min

Essa é uma das perguntas que mais aparece na nossa caixa de entrada: dá para levar marido, esposa ou filhos no visto de estudante da Austrália? A resposta curta em 2026 é: às vezes. A resposta honesta exige entender que essa regra mudou bastante nos últimos anos e ficou bem mais restritiva do que era em 2019 ou 2022 — e muita informação que circula em grupo de brasileiro ainda é da época antiga.

Vamos separar o que a lei chama de members of the family unit, quem consegue incluir hoje, quanto dinheiro isso adiciona à sua comprovação financeira e o que acontece com a escola das crianças e o direito de trabalho do parceiro.

Quem conta como dependente no visto 500

O Department of Home Affairs reconhece como membros da unidade familiar do estudante apenas duas categorias: o cônjuge ou parceiro de facto (incluindo união estável e casais do mesmo sexo) e os filhos dependentes menores de 18 anos. Pai, mãe, irmão e sobrinho não entram — não existe visto de estudante que carregue a família estendida junto.

Para o parceiro, a Austrália não aceita apenas a certidão. O caso precisa ser sustentado com evidência de relacionamento genuíno e contínuo: conta bancária conjunta, contrato de aluguel nos dois nomes, fotos ao longo do tempo, mensagens, declarações de terceiros. Casal que se casou dois meses antes de submeter o processo levanta bandeira vermelha automática no sistema.

A restrição que pega a maioria dos brasileiros

Aqui está o ponto que muda tudo. Desde o pacote de reformas migratórias que a Austrália começou a aplicar a partir de 2024, a possibilidade de incluir dependentes passou a estar ligada ao nível do curso do estudante principal. Na prática, quem faz curso de inglês (ELICOS), VET, TAFE ou até graduação convencional encontra muito mais dificuldade para incluir família do que quem está em mestrado por pesquisa ou doutorado.

Os perfis que continuam tendo caminho mais claro para levar dependentes são, em geral: estudantes de Masters by Research, estudantes de PhD e bolsistas com patrocínio de governo. Fora desses casos, é comum o processo ser negado ou o dependente precisar entrar por outra via.

Quanto dinheiro você precisa comprovar a mais

A comprovação financeira do visto 500 sobe de forma bem sensível quando há dependentes. Os valores abaixo são estimativas conservadoras baseadas na régua que a Austrália vinha aplicando — trate como ordem de grandeza para planejar, não como número oficial:

  • Estudante principal: cerca de AUD 30.000 para 12 meses de custo de vida, além das mensalidades e passagens.
  • Cônjuge ou parceiro: em torno de AUD 10.500 adicionais por 12 meses (estimativa).
  • Cada filho dependente: em torno de AUD 4.500 adicionais por 12 meses (estimativa).
  • Escola para filhos em idade escolar: valor separado, historicamente na casa de AUD 13.000 por ano por criança na régua do visto (estimativa).
  • Taxa de visto de cada dependente: aproximadamente AUD 1.200 para maiores de 18 e AUD 400 para menores (estimativa).
  • OSHC familiar em vez de individual: costuma custar de 4 a 7 vezes o valor de uma apólice single.

Somando tudo, uma família de quatro pessoas facilmente precisa comprovar algo entre AUD 70.000 e AUD 90.000 antes mesmo de contar as mensalidades do curso. Esse é o número que costuma travar o plano — mais até do que a regra do nível de curso.

E a escola das crianças?

Filho de estudante internacional não estuda de graça na Austrália, ao contrário do que acontece no Canadá em várias províncias. Cada estado cobra sua própria tarifa de international student na escola pública, e os valores variam bastante — a faixa que temos visto vai de aproximadamente AUD 10.000 a AUD 17.000 por ano, por criança (estimativa, varia por estado e por série). Escola privada custa mais. Esse é um custo recorrente, não uma taxa única.

O que o parceiro pode fazer na Austrália

O parceiro incluído no visto recebe direito de trabalho, mas a extensão depende do curso do estudante principal. Quando o principal está em mestrado por pesquisa ou doutorado, o parceiro normalmente tem direito de trabalho sem limite de horas. Quando o principal está em curso de nível mais baixo, o parceiro fica sujeito ao mesmo teto do estudante — atualmente 48 horas por quinzena durante o período letivo.

Essa diferença é enorme no orçamento familiar. Um parceiro com direito ilimitado consegue sustentar boa parte da casa; um parceiro com teto de 48h/quinzena, em geral, cobre parte das despesas e não muito mais.

Incluir junto ou trazer depois?

Existem dois caminhos. O primeiro é incluir o dependente na mesma aplicação, o que costuma sair mais barato e mais rápido. O segundo é o subsequent entrant: o estudante vai primeiro, se estabelece, e depois faz uma aplicação separada para trazer a família. O segundo caminho parece mais leve financeiramente no início, mas na prática significa um processo novo, com nova avaliação, nova comprovação e nova chance de recusa — agora com você já morando fora.

Alternativas quando o visto de estudante não comporta a família

  • Inverter os papéis: avaliar se o outro cônjuge tem perfil para um visto de trabalho ou skilled, com você como dependente.
  • Fazer a mudança em duas etapas: o estudante vai primeiro, conclui o curso e busca o visto 485, que tem regras próprias de dependentes.
  • Escolher um curso de nível de pesquisa, se isso fizer sentido para a sua carreira — e não apenas para o visto.
  • Reconsiderar o destino: o Canadá tem regras diferentes para dependentes e escola pública, e para famílias com crianças a conta às vezes fecha melhor lá.

Antes de decidir

Mudar sozinho é um projeto. Mudar com a família é outro, com orçamento, prazos e riscos bem diferentes. A pior versão dessa história é a que a gente vê com alguma frequência: o estudante vai na frente acreditando que traz todo mundo em três meses, e a família fica dois anos no Brasil esperando uma regra que nunca destravou.

Se você está fazendo essa conta agora, vale sentar com alguém que veja o cenário completo antes de tomar decisões irreversíveis. Na LC Education and Migration a primeira conversa é gratuita e serve exatamente para isso: entender o seu caso, checar as regras vigentes em 2026 e dizer com clareza se o plano fecha ou se precisa de outro desenho.

LC Education and Migration
LC Education and Migration
Equipe LC
Compartilhar
Receba análises como essa

Análises sobre Austrália e Canadá no seu email.

Sem spam. Só conteúdo prático sobre cursos, custos e vida de estudante pra brasileiros.

LC Intercâmbio

Posso te ajudar com o seu caso específico?

Uma consultoria franca. Saímos da call com um plano.

Rede de parceiros

Parceiros e instituições que trabalham com a gente.

Escolas de idioma, colleges, universidades, high schools, seguro saúde e agentes de migração registrados — no Canadá, na Austrália e no Brasil.

  • ILAC — International Language Academy of Canada
  • ILAC International High School
  • Hansa Language Centre
  • Edu-inter
  • Centennial College
  • Seneca Polytechnic
  • Toronto Film School
  • IBU — International Business University
  • Trinity Institute (Australia)
  • AIOE — Australian Institute of English
  • Australian Pacific College
  • Mercury Colleges
  • Waratah Polytechnic
  • MigrateWise Solutions — agentes de migração registrados
  • ILAC Teen Programs
  • Great Lakes College of Toronto
  • RCIIS — Royal Canadian Institute of International Studies
  • Tamwood Camps
  • Humber Polytechnic
  • George Brown Polytechnic
  • Yorkville University
  • GuardMe Canada
  • ACIS — Australian College of International Studies
  • Australian Language Centre
  • ASIA — Astral Skills Institute of Australia
  • Sydney Global College
  • AnnaLink OSHC-Students
  • Colégio Carlos Drummond de Andrade
Abrir conversa no WhatsApp