As duas opções existem, a LC organiza as duas, e a escolha não é sobre qual país é melhor. É sobre três diferenças concretas que mudam o planejamento inteiro — e uma delas costuma decidir sozinha.
A diferença que mais pesa: o visto
Para o Canadá, o brasileiro precisa de uma autorização de entrada. Quem já teve visto de visitante canadense nos últimos dez anos, ou tem visto americano válido, e entra por via aérea, resolve com uma eTA — autorização eletrônica, barata e rápida. Os demais tiram visto de visitante, que pede biometria mas tem processo bem mais leve que o americano.
Para os Estados Unidos, é visto americano, com entrevista presencial no consulado. E aí entra o fator que decide muita coisa: a fila de entrevista. Dependendo do posto e da época, o prazo até a data disponível pode passar de vários meses — mais tempo do que resta até julho, se a família começar a planejar no início do ano.
Custo: parecido no programa, diferente no total
Os valores de programa são próximos — os camps americanos em UCLA, Fordham e UCF ficam na mesma faixa dos canadenses, cotados em dólar americano em vez de canadense. A diferença real aparece no câmbio e na passagem: o dólar americano é mais caro que o canadense, e isso se propaga por tudo, inclusive pelos gastos pessoais do adolescente.
Some o custo do visto americano, que não é desprezível, e a conta do programa nos Estados Unidos costuma sair acima da equivalente no Canadá.
Tipo de experiência: o que muda de verdade
Aqui não há melhor nem pior, há perfis diferentes. Os camps nos Estados Unidos oferecem coisas que o Canadá não tem: Orlando combina o programa com os parques da Disney, Los Angeles tem o apelo da Califórnia, Nova York é Nova York. São experiências que o adolescente vai contar por anos.
O Canadá entrega outra coisa. Toronto é a cidade mais diversa do mundo, e um camp lá coloca o seu filho numa turma com colegas de mais de quarenta nacionalidades — o que na prática significa que o inglês vira ferramenta de sobrevivência social, não matéria. Some a isso a segurança urbana, que é objetivamente maior, e o fato de as cidades canadenses serem mais fáceis de circular.
O critério prático que costuma resolver
- É a primeira viagem sozinho? Canadá — estrutura mais fechada e menos variáveis para dar errado.
- Já tem visto americano válido e o adolescente quer os parques? Estados Unidos faz sentido.
- Está planejando com menos de seis meses? Canadá, pela fila de entrevista.
- O objetivo principal é o inglês? Canadá, pela diversidade da turma.
- Orçamento apertado? Canadá, pelo câmbio e por não ter custo de visto americano.
Uma coisa que vale dizer
A LC é baseada em Toronto. Isso não faz do Canadá a escolha certa para todo mundo, mas muda uma coisa concreta: nos programas canadenses existe alguém no mesmo fuso da escola, que já visitou o campus, e que resolve por telefone o que do Brasil levaria dias de e-mail. Nos programas americanos, esse acompanhamento é feito à distância, como qualquer agência faria.
Preferimos dizer isso antes de você fechar, não depois.





























