Mensalidade do curso é só metade da conta. Quem planeja estudar na Austrália em 2026 precisa saber quanto custa viver lá — e é aqui que muitos orçamentos de intercâmbio derrapam. Neste guia, reunimos os principais gastos mensais de um estudante brasileiro, com valores em dólar australiano (AUD) e estimativas conservadoras para você planejar com margem de segurança.
Visão geral: quanto um estudante gasta por mês em 2026
Para efeito de visto, o governo australiano exige comprovação de cerca de AU$ 29.710 por ano para custos de vida (valor de referência recente; para 2026, trabalhe com AU$ 30.000 a AU$ 32.000 como estimativa). Isso equivale a algo entre AU$ 2.500 e AU$ 2.700 por mês. Na prática, um estudante que divide moradia e cozinha em casa consegue viver com AU$ 1.800 a AU$ 2.400 mensais na maioria das cidades — mas em Sydney o teto sobe.
O câmbio importa: com o dólar australiano na faixa de R$ 3,60 a R$ 3,90 (estimativa), cada AU$ 2.000 mensais representam R$ 7.200 a R$ 7.800. Por isso, planejar em AUD e converter depois evita surpresas quando o real oscila.
Moradia: o maior peso do orçamento
Aluguel é, de longe, o item mais caro. Na Austrália, o mercado trabalha com valores semanais, não mensais — fique atento a isso ao comparar anúncios. Um quarto em share house (casa compartilhada) custa entre AU$ 200 e AU$ 350 por semana em Sydney, e AU$ 170 a AU$ 280 em Melbourne e Brisbane (estimativas para 2026). Estúdios individuais partem de AU$ 400 semanais nas capitais maiores.
Homestay, share house ou student accommodation?
No primeiro mês, muitos brasileiros optam por homestay (casa de família, geralmente com refeições incluídas) ou student accommodation, que custam mais, porém simplificam a chegada. Depois, a migração para share house é o caminho natural para reduzir custos. Compare as opções:
- Share house (quarto compartilhado): AU$ 150–220/semana — mais barato, comum entre recém-chegados
- Share house (quarto individual): AU$ 200–350/semana — melhor equilíbrio entre custo e privacidade
- Homestay com refeições: AU$ 320–420/semana — indicado para o primeiro mês
- Student accommodation: AU$ 350–550/semana — contas inclusas, perto das escolas
- Estúdio individual: AU$ 400–600/semana — conforto, mas pesa muito no orçamento
Alimentação, transporte e contas do dia a dia
Mercado para uma pessoa que cozinha em casa fica entre AU$ 400 e AU$ 550 por mês (estimativa), comprando em redes como Coles, Woolworths e Aldi — este último costuma ser o mais econômico. Comer fora pesa: um prato simples custa AU$ 18 a AU$ 28, e um café, AU$ 5 a AU$ 6. Cozinhar é a maior alavanca de economia do intercambista.
No transporte, estudantes de cursos VET e de inglês nem sempre têm desconto — isso varia por estado. Em Sydney (Opal) e Brisbane (Go Card), a conta mensal fica entre AU$ 120 e AU$ 180 morando a uma distância razoável da escola. Em Melbourne, o myki custa algo semelhante. Morar perto da escola e caminhar é economia real. Some ainda plano de celular (AU$ 25–40/mês) e sua parte nas contas da casa (AU$ 60–100/mês em share house).
Sydney, Melbourne ou Brisbane: quanto muda no bolso
Sydney é consistentemente a cidade mais cara — espere gastar 15% a 25% a mais que em Melbourne, sobretudo com aluguel. Brisbane e Gold Coast ficam num meio-termo, com clima mais quente e mercado de trabalho aquecido em hospitality. Adelaide e Perth costumam ser as capitais mais econômicas, com aluguéis menores e menos concorrência por vagas de moradia.
Um orçamento mensal realista (moradia compartilhada + mercado + transporte + contas + lazer moderado): Sydney AU$ 2.200–2.800; Melbourne AU$ 1.900–2.400; Brisbane AU$ 1.800–2.300; Adelaide e Perth AU$ 1.600–2.100. Todos são estimativas conservadoras para 2026 — perfis mais econômicos gastam menos.
Trabalho de meio período: quanto dá para cobrir
O visto de estudante (subclass 500) permite trabalhar até 48 horas por quinzena durante as aulas, com salário mínimo na faixa de AU$ 24 a AU$ 25 por hora em 2026 (estimativa — o valor é reajustado todo mês de julho). Trabalhando perto do limite, isso rende cerca de AU$ 2.000 a AU$ 2.300 brutos por mês, o suficiente para cobrir boa parte do custo de vida fora de Sydney. Mas atenção: o governo exige que você comprove fundos sem contar com renda futura na Austrália, e as primeiras semanas até conseguir emprego correm por sua conta.
Como montar seu orçamento antes de embarcar
Comece pela cidade e pelo estilo de moradia, que definem 40% a 50% do custo total. Depois, some mercado, transporte, celular e uma verba honesta de lazer — orçamento sem lazer não sobrevive ao segundo mês. Inclua os custos de chegada (bond, adiantamento, enxoval básico de casa) e o OSHC, o seguro-saúde obrigatório, que geralmente é pago junto com o curso. Por fim, aplique uma margem de 10% para imprevistos e variação cambial.
Cada perfil de intercâmbio tem um orçamento diferente — e a escolha certa de cidade e curso pode representar milhares de dólares de diferença ao longo do ano. Se quiser ajuda para montar um plano financeiro realista para o seu caso, a equipe da LC Education and Migration oferece uma consulta gratuita para desenhar seu intercâmbio na Austrália do jeito que cabe no seu bolso.





























