- O visto de estudante permite trabalhar?
- Permite, e é a diferença mais importante entre a Austrália e o Canadá. O subclass 500 cobre desde curso de inglês (ELICOS) até pós-graduação, e autoriza até 48 horas de trabalho por quinzena enquanto o curso está em sessão — sem limite durante as férias programadas. Quem faz mestrado por pesquisa ou doutorado não tem limite de horas.
- Quanto preciso comprovar?
- A exigência de custo de vida para o solicitante principal é de AUD 29.710 por ano, além da primeira anuidade do curso e da passagem de volta. Nos casos de exceção em que a família pode ir junto, cada acompanhante soma valores próprios. Os recursos precisam ser verificáveis e ter histórico — depósito grande e recente costuma gerar pedido de explicação.
- O que é o Genuine Student?
- É o critério que substituiu o antigo GTE em 2024, e o de maior peso na avaliação. Não é um formulário de múltipla escolha: são respostas escritas em que você explica por que escolheu aquele curso, aquela escola e aquele país, e como isso se encaixa na sua trajetória. É a parte do processo que mais se beneficia de preparação.
- Preciso comprovar inglês?
- Depende do curso e do seu perfil. Desde agosto de 2025, a referência para entrada direta é IELTS 6.0 ou equivalente. Quem está abaixo disso pode combinar o curso principal com um período de ELICOS — 10 semanas para IELTS 5.5, 20 semanas para 5.0. Para quem vai fazer só o curso de inglês, a exigência é menor ou inexistente, já que o curso é justamente esse.
- O OSHC é mesmo obrigatório?
- É condição do visto, pela condição 8501, e precisa cobrir todo o período. Não é opcional nem negociável. Ele não cobre dentista, óculos nem fisioterapia — para isso existe cobertura extra, vendida à parte. A LC contrata junto com o processo para não virar surpresa depois.
- Posso dizer que quero ficar na Austrália depois?
- O Genuine Student não exige que você prometa voltar, e intenção de continuar no país não é, por si só, motivo de recusa — a orientação oficial é de avaliação holística e diz expressamente que os fatores não devem ser usados como checklist. O que muda é o cuidado: quem pretende seguir na Austrália precisa articular isso com mais clareza na redação, e é aí que a preparação faz diferença.
- Posso incluir cônjuge e filhos no visto de estudante?
- Para pedidos protocolados a partir de 02/10/2026, só nas exceções: doutorado, patrocínio do DFAT ou da Defence, bolsa de governo estrangeiro e alunos de países do Pacífico e da ASEAN. O Brasil não está entre elas. Também acabou a possibilidade de incluir a família depois que o visto foi concedido. Pedidos feitos antes de 02/10/2026 seguem a regra anterior.
- Dá para pedir um novo visto de estudante estando na Austrália?
- Em regra, não, desde 02/10/2026: é preciso estar fora da Austrália ao aplicar e ao receber o visto. As exceções incluem até 12 meses a mais para terminar o curso na mesma instituição, progressão para um curso de nível AQF mais alto, doutorado, escola, patrocínio do DFAT ou da Defence e falência da instituição.
- A LC faz a aplicação do visto?
- A LC prepara: escolhe a escola, obtém o CoE, organiza a documentação, contrata o OSHC e orienta sobre a redação do Genuine Student. A aplicação em si é protocolada por agente de imigração registrado na MARA — é atividade regulada na Austrália, e as credenciais da LC são de agente educacional.